sexta-feira, dezembro 15, 2006

Matza de Lourde




infertilidade


capeta e selvagem e rude e agreste
paisagem suculenta território de peste
e ela cai em tertúlias e monólogos
e a plateia de arbustos e gritos de animais
permitem-lhe a desordem.
-paz é isto a di matza, e deixa tu meu cigarro
pender feito um tronco bem nascido, que aceitará
morrer no princípio da vida.

-paz é isto a di matza, se dizes adeus é morrer

o cigarro pende na secura dos lábios grossos
Matza perde alma do outro lado da vida
desembocando sem húmus longe da africa.

-ai a di matza já não chora mais.
que a vida chorou por ela e matou o peito de dor.
no lugar do rio grande corre um outro de sangue
a di matza, teus filhos estão aqui, apagando incêndio
trazendo a savana no coração e a alma morrida
com saudade di tu, matza. de tu, africa

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