segunda-feira, janeiro 08, 2007

Felipe Fortuna




Ou vice-versa


Tenho pena dos pobres, dos aleijados, dos velhos
Tenho pena do louco Neco Vicente
E da Lua sozinha no céu que,
embora assemelhe-se aos poetas da lavra marginal,
pertence a Jorge de Lima - com uma ressalva, porém:
quando a escreveu, ele tinha apenas 9 anos de idade.
Freud afirmava que toda criança é um perverso polimorfo -
e deve estar certo, pois

pelo menos em poesia as infâncias se confundem.


in Ou vice-versa

2 comentários:

incomunidade disse...

josé ángel valente, o poeta de ourense, falava da poesia como um estádio de pré-comunicação. Talvez, em info-linguagem se possa falar em da linguagem pré-formatação. Mas mesmo antes de Jorge de Lima, a crença de que a infância é a pátria do poeta ficou mais ou menos estatuída com Rainer Maria Rilke, uma crença compulsionada até ao limite por uma legião de seguidores.
Embora, isto não seja verdade para todas as infâncias, o estado de inocência - alheio ao cálculo e à previsão - é uma das possibilidades de "estar" poeta.

innername disse...

estar poeta previsivel a todas as estações, vou mais longe, nascemos poetas e descontruímos a poesia mediante os percursos de vida e de afastamento da criação.
Só agora vi coments. Sorry