sexta-feira, outubro 03, 2008

Alexandre O'Neill



De porta
em porta


-Quem? O infinito? Diz-lhe que entre. Faz bem ao infinito estar entre gente.
-Uma esmola? Coxeia? Ao que ele chegou! Podes dar-lhe a bengala que era do avô
-Dinheiro? Isso não! Já sei,pobrezinho, que em vez de pão ia comprar vinho...
-Teima? Que topete! Quem se julga ele se um tigre acabou nesta sala em tapete?
-Para ir ver a mãe? Essa é muito forte! Ele tem não tem mãe e não é do Norte...
-Vítima de quê? O dito está dito. Se não tinha estofo quem o mandou ser infinito?






foto retirada da web

2 comentários:

vida de vidro disse...

Sarcástico e sempre lúcido O'Neill! Que bom é lê-lo por aqui! **

innername disse...

Viva o O'Neill, Alice