quarta-feira, novembro 05, 2008

António Paiva




tenho-te


nesta ferida aberta
que não quero tratar
tenho-te
em sangue
em fogo
tenho-te
nesta ilha tão longe
em mar…
é onde mais te tenho

foto e poema retirado daqui.

4 comentários:

antónio paiva disse...

...

uma farmácia onde o receituário não causa efeitos secundários maléficos e, as dores de alma e epírito são superiormente atenuadas.

grato pela referência.

um abraço.

vida de vidro disse...

Belíssimo poema! Tão simples na aparência. E tão complexo... **

innername disse...

Penso isso mesmo e sinto-o mergulhado na saudade.

melgadoporto disse...

Vim aqui… longe, confessar-me
Longe…
Dizer-lhe que a amo, como sempre!
Longe…
Dizer-lhe, “tenho-te em sangue, em fogo… tenho-te”
Obrigado Innername, por o deixares.
:-)