quinta-feira, maio 28, 2009

Angelus Novus



Espaço bem arejado de letras e novidades na escrita. Onde os espíritos se elevam ganhando consciência. A tal história de dar novos mundos ao mundo. Refresca os sentidos...

domingo, maio 24, 2009

José Eduardo Águalusa



O homem que vinha ao entardecer


(Ouvindo “Sonho de Um Camponês”, por Teta Lando)


Falava com devagar, ajeitando as
palavras. Falava com cuidado,
houvesse lume entre as palavras.
Chegava ao entardecer, os sapatos
cheios de terra vermelha e do perfume
dos matos.
Cumpria rigorosamente os rituais.
Batia primeiro as palmas (junto
ao peito)
Depois falava.
Dos bois, das lavras, das coisas
simples do seu dia-a-dia. E todavia
era tal o mistério das tardes quando
assim falava
que doía.


in Palavra de poeta - Antologia


Saga


Don´t Be Late.


Estávamos na minha adolescência e Saga já tinha nascido, com inicio de formação em 1971. De alicerces numa outra banda de nome Fludd, esta banda de rock progressivo oriunda do Canadá ia dar que falar. E deu. E ainda hoje me sabe bem ouvir Saga. O único ai meu é que tudo o que é bom tem fim e é exactamente, em jeito de revelia, contra esse fim que este post entra.



On the Loose. You're not alone. See them smile.


The final Chapter. What it's gonna be. Too much to loose.

quarta-feira, maio 20, 2009

Bill Fay



Don't let my marigolds die. De 1971. The sun is bored. Back to 1970's. Uma viagem á nostalgia. Não sou a única nestes processos recorrentes. Incorrigivel na gula, no perseguir de nectares intemporais. Ou coisa!Psiu! Just listen the man.



terça-feira, maio 19, 2009

Antero Guedes



Arte


Uma palavra ao artesão


Simples
Expressão.
Sua condição interna.

Imaginação.
Braços largos, mãos recorrentes e
No manuseio da semente, a dádiva é arte.

Querença.
Força bruta, impoluta, desgovernadamente
Breve, solta a bofetada crítica primitiva.

Vem ter comigo!
Quero o toque, o esplendor
Leve e suave pregado na minha alma.

Todas as cores.
Os aromas.
Os sabores.
A música.
Mãos, descansam
Do trabalho feito.
Na vida tudo é exposição.


domingo, maio 10, 2009

Daniel Faria




Estranho é o sono que não te devolve.

Estranho é o sono que não te devolve.
Como é estrangeiro o sossego
de quem não espera recado.
Essa sombra como é a alma
de quem já só por dentro se ilumina
e surpreende
e por fora é
apenas peso de ser tarde.

Como é amargo não poder guardar-te
em chão mais próximo do coração.

In Explicação das Árvores e de Outros Animais, 1998

Mesa




Luz vaga.