terça-feira, setembro 22, 2009

Paula Rêgo na Câmara Clara




Tragédia pintada de um povo contador de histórias. Vale bem a mostra de trabalhos e a entrevista em vídeo da Casa de Histórias no Estoril, para quem a artista doou 257 pinturas e emprestou mais de 100 desenhos seus. Fala de épocas distintas, de pessoas e valores, de mágoas e factos vividos, a par com a sua dificuldade de ser aceite. De auto-retratos, de fantasias misturadas com vivências, de medos e mimos, de vinganças e papões. O vómito de Salazar, o referendo do aborto, as hipocrisias e a política, a sexualidade e, para breve, as mutilações clitorianas. Paula homenageia, por assim dizer, a Fundação Gulbenkian que sempre recebeu com entusiasmo o seu trabalho. Assume-se portuguesa universal londrina ;)

Clicando no título do post, terá acesso á entrevista possível conduzida pela jornalista do Câmara Clara, da Rtp2, Paula Moura Pinheiro. A pintura é uma forma de dar rosto á reivindicação e intervenção de políticas e ferramenta anti-políticas.

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