domingo, outubro 09, 2011

Paulo José Miranda


Poema inédito 
(dedicado a António de Castro Caeiro e Mário Jorge Carvalho)
Caminhamos do fim ao fim
Porque não há princípio
Vamos do fim que nos deram
Ao fim que conseguimos
Entre estes dois nadas
Que mais que as nossas mãos são as nossas mães
Uma que nos expulsou
E uma outra que nos espera
Sempre se vai encontrando
Aqui e ali um ou outro remédio
Alguma coisa sem importância
Ou outra qualquer coisa para se fazer

Desconheço autoria da pintura retirada da web.

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