quarta-feira, novembro 30, 2011

Simply Red




Os Simply sempre estiveram na "mó de cima", mantendo o seu público fiel.
Não será por acaso que, ao fim de 25 anos de carreira, a banda tenha produzido Stay, considerado o melhor trabalho muito graças à experiência vasta da produção de lyrics de Mick Hucknall. Em 2010, coerente ou precipitadamente (para os seus fãs), encerram a carreira e deixam-nos orfãos da sua música pop britânica de qualidade. Vinho como este vai rareando. De boa casta.

If you don't know me by now. Holding back the years.
Stars. So beautiful. For your babies. Fake.
You make me feel brand new. Maybe someday.
Everytime we say goodbye. Infidelity. Stay.





sexta-feira, novembro 25, 2011

REBOSTEIO - revista digital: não dá pra perder...



REBOSTEIO - revista digital: não dá pra perder...:

" Desejaria que abordássemos a experimentação como signo do nosso tempo, com inusitada liberdade, e que outorgássemos à arte todas as qualid...
No primeiríssimo número da nossa revista, uma entrevista exclusiva com o multi-talentoso hermano Adrian Dorado, ilustrada com várias de suas obras...
E isso é só um gostinho do que vem por aí.

Apresentada está a imensidão da arte e as suas múltiplas possibilidades.
Por dentro, um tour de art'digital, visita guiada, onde todos os nomes e corpos desaguam artisticamente no mesmo mar.
Esta definição de formato cultural que, mais do que na história, fica já no presente.

domingo, novembro 20, 2011

Porcelain Unicorn

Um filme que pode bem salvar, não uma nação, nem os judeus do apocalypse vivido mas antes o indivíduo enquanto possuidor de um livre arbítrio... Um filme premiado em Cannes que, bem feitas as contas pode salvar toda a humanidade do preconceito ou estigma que se cria a uma nação por actos cruéis contra o ser humano. Não somos todos iguais, ainda que vivendo as mesmas circunstâncias, padecendo do mesmo regime e "comungando" com a mesma sociedade. O amor sobrevive a todas as guerras.Unicórnio de porcelana promete. Um agradecimento à Amélia Pais por me ter dado a conhecer mais esta pérola. Grand Prize Winner.


quinta-feira, novembro 03, 2011

Max Richter - Infra

Teatro Maria Matos.
  É homenagem à arte na sua totalidade, versando a dança, através do corpo de ballet, da inspiração de Wayne McGregor e da sua visão nada redutora do ser humano; de um universo mágico e louco de Max Richter através da música e dos registos ousados (de Satie a Shubert), misturando autores e ideologias como se no apocalypse se redescobrisse o valor humano da arte; da dor que nos agiganta, ao medo que nos aprisiona, da doçura da esperança ao ritmo do dia-a-dia ocasional, do laissez faire laissez passez, através da cenógrafa Julian Opie, nas paisagens urbanas de rua. 
  T.S.Elliot parece estar subjacente a esta segunda pele, bem como as "metamorfoses" de Kafka, Haruki Murakami e tantos outros. Espreitar a intensidade com que se materializa uma ideia e se dá corpo à paixão pode ser uma alternativa 2 em 1. Uma fuga bem conseguida ao cinzentismo deste Inverno. O Teatro Maria Matos será o palco. Este sábado, 5 de Novembro, com início ás 22h. ;) Enjoy.
Acompanho-vos nos primeiros 7 minutos.


Mariana Ianelli




Ignoro se tu és capaz de voltar.
Quero a novidade de tua ausência
Com uma paixão sem calor que mais aumenta
Quando tento vencer a realidade.
Sou a paz em que acredito inutilmente
E ainda sou a vertigem desta paz.
O desejo de que tu compareças
Não dura em mim do mesmo modo que tua imagem,
Que tua forma irresponsável de mover-se
E se despir e descansar no meu passado.
Tu permaneces aqui sem teu corpo
E, pensando no oculto, eu abandono a existência
Para me deitar no lago das carpas.
Teria sido o final de um verão
E não o tempo em que te foste
Se em vez de amando eu estivesse louco.
Tu vives no propósito de minhas ficções:
Uma terra deserta, estável e mansa.
Nesta hora em que desapareces do meu sonho,
Também eu, predador de tua alma, vou com os mortos.



tela retirada da web