domingo, janeiro 15, 2012

Morrissey



This charming man. There is a light that never goes out.
First of the gang to die. Hairdresser on fire.
The world is full of crashing bores. Girlfriend in coma.
I have forgiven Jesus. Irish blood, english heart.


Steven Patrick Morrissey (born 22 May 1959), known as Morrissey, is an English singer and lyricist. He rose to prominence in the 1980s as the lyricist and vocalist of the alternative rock band The Smiths. The band was highly successful in the United Kingdom but broke up in 1987, and Morrissey began a solo career, making the top ten of the UK Singles Chart on ten occasions. Widely regarded as an important innovator in indie music,[1] Morrissey has been described by music magazine NME as "one of the most influential artists ever," and The Independent has stated "most pop stars have to be dead before they reach the iconic status he has reached in his lifetime."[2] Pitchfork Media has called him "one of the most singular figures in Western popular culture from the last twenty years."[3]
Morrissey's lyrics have been described as "dramatic, bleak, funny vignettes about doomed relationships, lonely nightclubs, the burden of the past and the prison of the home."[4] He is also noted for his unique baritone vocal style (though he sometimes uses falsetto),[5] his quiff haircut and his dynamic live performances. His forthright, often contrarian opinions, especially on the subject of race, have led to a number of media controversies, and he has also attracted media attention for his advocacy of vegetarianism and animal rights. Morrissey moved to Los AngelesCalifornia in the early 1990s. For more, courtesy of wikipedia

Sérgio Xarepe



                                 Misha Gordin's Photo on: Tweeny's Café, 1982
A despedida faz-se de pérolas.
Como se nunca partisses pela estrada
ou pelos outeiros da noite - assim te vejo,
dias a fio, sem que te reconheça.

Só assim, desta forma, consigo com que o 
corpo responda a um grito dado antecipadamente,
muito por dentro, ináudivel.

Quando te largavas por aí, por 
onde eu não via, não pensava sequer que
te pudessem pedir as mãos, que te dissessem que
hoje os pássaros saem de outro lugar que não
este.

O nosso sitio é este - aqui, onde as árvores 
lavam as mãos do passado, onde nos perdemos,
tu        e eu
quando se tornam suaves as crostas dos dias
a irromper pelas mãos.

No nosso colo a brisa leve da tristeza de
quem não viaja ou de quem não parte. No cais,
ribombam cascos de ferro das cidades, e perduram
nas enseadas os vestígios dos corpos 

os riscos de quem se perdeu.

Consigo que não esqueçam, aqui, por onde nós
viemos. Vou fazer com que oiçam o som que as
pálpebras fazem ao fechar, como se de um pequeno
murmurar se tratasse. 

Uma cantiga.
Uma melodia.

As músicas ecoam pelas paredes, os quadros estão
tingidos de uma cor pérfida de abandono. 

A casa é o que nunca foi - uma simples cárcere
de âmagos.

E as janelas fecham-se, as portas fecham-se,
os soalhos erguem-se e estalam. Chove. Por onde
os nossos pés caminham, ficam marcas de giz como
desenhos da nossa morte

- são inspirações de ar que restaram.

Ao perdê-las, fiz com que o mundo desse meia-volta,
fiz com que se lavasse e limpasse a humidade do pensamento,
sendo os olhos o oríficio por onde podíamos olhar

quando tudo era simples, quando os filmes
eram menos coloridos.

São como grupos de histórias, as nossas mãos.
.
Tendem a ficar firmes quando lhes tocamos, ou
simplesmente estendem-se pelo corpo e pelo sexo,
esperando que nos deitemos e adormeçamos

como se hoje existisse cansaço - vontade de esquecer.
Nunca mais se vêem pardais pelos pêlos estendidos
na estrada - os barcos partiram, as nossas mãos
adornaram a despedida.

O nosso gosto nunca foi este - o do a-deus. A religiosidade
nunca foi o nosso forte, como que se nos custasse a
engolir o peso que os outros deixam quando os vemos

de costas longe olhando 
para a frente

e nos despedimos deles.



in "Em lugar das mãos o mundo."

domingo, janeiro 01, 2012

Manu Chao




Me gustas tu. Se me das a elegirMi vida.
Mala vida. La vida tombola. Clandestino.
Mr. Bobby. Politik Kills. El contragolpe.


Manu Chao.

Manu Chao (Paris21 de junho de 1961), cujo nome completo é Jose-Manuel Thomas Arthur Chao é um músico francês. Para mais, wikipedia courtesy here. 


Maria Teresa Horta




Não contes do meu
vestido que tiro pela cabeça
Nem que corro os
cortinados para uma sombra mais espessa

Deixa que feche o anel
em redor do teu pescoço
Com as minhas longas
pernas e a sombra do teu poço

Não contes do meu
novelo nem da roca de fiar
Nem o que faço
com eles a fim de te ouvir gritar


in Poesia Reunida, 2009.