quarta-feira, fevereiro 29, 2012

Xico Fran, pintura em fusão com o Jazz



Aqui fica o convite realizado pelo autor:


Caros amigos, gostava de contar com a vossa presença para a
inauguração da minha Exposição individual de Pintura “ Free Jazz Off”
dia 10 de Março (Sábado) a partir das 17h00, na Galeria LM (Luís
Madureira) rua Álvaro dos Reis, 47 Chão de meninos, 2710-526 Sintra.

Provavelmente esta será uma das minhas maiores Exposições de Originais de Jazz.
A Exposição será abrilhantada com Jazz ao vivo, Maria Viana (voz),
João Maló (Guitarra) e Francisco Brito (Contrabaixo).

Conto com a vossa Presença, podem colocar já nas vossas
agendas…!!!!!!….Até Jazz…

Ruy Duarte de Carvalho





ClCLO DO FOGO

Há coisas que se choram muito anteriormente.
Sabe-se então que a história vai mudar.



In Lavra

terça-feira, fevereiro 28, 2012

A Naifa



Todo o amor do mundo não foi suficiente. A verdade apanha-se com enganos.
Os milagres acontecem. Quando os nossos corpos se separaram. .
Meteorológica. Monotone. Calças vermelhas. Filha de duas mães. Rapaz a arder.
Apenas durmo mal. Dona de muitas casas. Señoritas. Pequenos romances.
O ar cansado dos meus vestidos. Um rapaz mal desenhado. Perigo de explosão.
Esta depressão que me anima. Desfolhada portuguesa. Skipping. Queixa de um utente.
Pré-escuta Não se deitam comigo corações obedientes.


A Naifa é um projecto musical português nascido em 2004, que conjuga as linguagens clássicas do fado com a pop-Rock.
O grupo foi fundado por Luís Varatojo, Maria Antónia Mendes, João Aguardela e Vasco Vaz. As canções do grupo são criadas a partir de poemas de autores portugueses como Adília Lopes, José Mário Silva e José Luís Peixoto.
Em 2004 é lançado o álbum de estreia, Canções Subterrâneas3 Minutos Antes de a Maré Encher, lançado em (2006), foi o segundo disco do grupo.
O disco Uma Inocente Inclinação Para o Mal é editado em 2008. As letras são da autoria de João Aguardela.
O baixista da banda João Aguardela viria a falecer, em 20 de Janeiro de 2009, vítima de cancro no estômago, no Hospital da Luz em Lisboa. è lançado um livro que inclui um DVD ao vivo. O Livro procura retratar o universo d’A Naifa, visto de dentro e de fora. O DVD contém um concerto, gravado na digressão 2008 e um documentário produzido em 2006.
O grupo continua com os novos integrantes: Sandra Baptista (baixo) e Samuel Palitos. Tocam no Festival Womad e dá vários concertos no continente africano: Namíbia, Botswana, etc.
Para ler mais sobre a banda, cortesia da Wikipedia, aqui.


Ana Porfirio







A verdade é que na vida real as histórias raramente terminam como nas outras, aquela coisa do viveram felizes para sempre é mentira, ninguém vive feliz para sempre, nem sempre, a felicidade é uma coisa que nos escorrega nos dedos que por vezes temos e não damos conta, sei lá, fui feliz milhares de vezes, por momentos, por horas, por dias, por meses, há coisas que me fazem feliz mesmo em dias maioritariamente tristes, complicados ou difíceis, geralmente são coisas pequenas, um abraço, um chá quente quanto está muito frio, os bagos de romã descascados numa tigela pela minha avó quando eu regressava da escola, o cheiro a biscoitos no forno, os cheiros bons de uma maneira geral fazem-me feliz, canela, jasmim, sândalo, laranja, bebés, terra molhada, mar, sem ordem preferencial conforme as estações e o estado de espírito, os sorrisos e os risos, claro, a agitação de e a efervescência, de um projecto, de outras coisas, a paz, a calma, também, fui feliz quando era pequena, enquanto crescia e agora já mulher, portanto também não é da idade, fui feliz apaixonada e de coração completamente livre, o contrário também é verdade, fui feliz com joelhos esfolados e com meias de senhora, fui feliz com pouco e com muito, acho que sou tremendamente feliz por períodos ocasionais, rápidos, inesperados, fátuos, mas sou feliz, nem sempre, nem para sempre, de vez em quando.




in E agora algo diferente, completamente, mesmo.

segunda-feira, fevereiro 27, 2012

Bonga



Balumukeno. Sodade. Mona Ki Ngi Xica. Paxi Ni Ngongo. Kuenda.
Mariquinha. Lágrima no canto do olho. Comeram a fruta. Kua Sanzala.
Água rara. Kambuá. Lelu. Mau pagador. Boto boto. Sai de cena.
Zé Kitumba. Paz em Angola. Galinha Kassafa. Maiorais. Onda larga.
Cheiro do mato. Kaxexe. Ngana. Pio Pio. Muadikime. Imbamba.
Mona mona. Xica Kambuta. Ai-ue Mama. Uengi Dia Ngola. Kamacove



José Adelino Barceló de Carvalho nasce a 5 de Setembro de 1942, em Kipiri, na província do Bengo, a norte de Luanda, em Angola. Filho de Pedro Moreira de Carvalho, natural de Luanda, e de Ana Raquel, do norte de Angola. Barceló é o terceiro filho de uma família composta por mais nove irmãos.
A família tratava-o carinhosamente por Zeca. A sua infância foi passada em bairros como os Coqueiros, Imgombotas, Bairro Operário, Rangel, e no Marçal. Aí vive-se um ambiente intimista de preservação das músicas e tradições angolanas, marginalizadas pela dominação colonialista presente na época. O folclore dos musseques (bairros pobres) cedo fascinou o pequeno Zeca e por isso começou a frequentar e a participar das turmas dos bairros típicos de Angola, onde iniciou a sua actividade musical. Foi no bairro do Marçal que fundou o grupo "Kissueia". Barceló resolve criar o seu próprio estilo musical, afirmando a especificidade da cultura angolana, numa época muito conturbada.
Bonga é produto de uma geração aguerrida e marginalizada que resiste à aculturação da sociedade marginal através do respeito pela música tradicional de Angola. A cultura angolana era dominada pela colonização portuguesa de então, daí que tanto a língua como a música tradicional fossem discriminadas e impedidas de se manifestar em plenitude.
Cortesia Wikipedia. para continuar a ler, aqui. 

José Luandino Vieira




"Quando o trovão rasgou o céu da cidade e a grande chuva começou a cair, Domingos Xavier acordou assustado. Deitado de barriga, sentindo tudo molhado, gemeu com as dores que lhe percorriam no corpo, tentou apalpar com os dedos grossos os lábios inchados. A dor foi tão grande que sentiu a cabeça cair e bater contra o chão molhado. Lá fora a chuva caía em bátegas fortes em cima do musseque e da terra vermelha se levantava aquele cheiro bom que lhe refrescava nos pulmões. Depois, o bater sereno da chuva no quintal mergulhou-lhe  novamente na sonolência, sentia os rios de água crescerem debaixo do seu corpo, por toda a cela, correrem por todo o musseque, se transformando em largas e fortes águas no caminho do grande rio, lá em baixo, lá mais para baixo...
Lá em baixo, o Kwanza rugia, zangado, adivinhando a boca de betão que esperava para lhe engolir, obrigando-lhe a furar o morro num caminho de poucas centenas de metros, substituindo o leito milenário que tinha cavado, por suas águas, na rocha dura ou nas areias quentes. As águas falavam suas fúrias, agora impotentes, recordando os rápidos para lá do muro, secos no sol, criando musgos nas poças de água parada, finalmente quieta. O cotovelo onde o Kwanza se atirava nos últimos gritos das suas águas, correndo indomáveis entre rochas desde o planalto onde nascia, morrera. Secava agora, no sol, suas paredes de granito. E lá em cima, nos morros, casas de alumínio e de cimento, barracões e escritórios, centrais eléctricas de potentes díseis fumegantes, escarneciam ferozes do colosso desviado. Para lá da saída do túnel de derivação, ás águas se suicidavam, subindo muitos metros no ar e deixando-se depois abater lá em baixo, nas pedras, nos muros de defesa que os tractores construíam em suas margens. mas logo-logo, entre árvores e capim, ribeiros que ele conhecia tão bem, pequenos fios de água enterneciam de novo o velho colosso; vinha a recordação de caminhos percorridos de longa marcha, do verde planalto do Huambo, dos amigos recebidos no seu leito, e a sua fala se adocicava, o rugir desaparecia, ronronava só em frente do Dondo, um sorriso se alargava já na sua cara, mais para baixo, para a Muxima, caminho do mar. "


in A vida verdadeira de Domingos Xavier

sexta-feira, fevereiro 24, 2012

Jacinta, Recycle Swing



Jacinta

9 de Março, Sexta-feira
21:30

13 euros
Amigo AdE: 12 euros

m/6

Jacinta está de regresso ao repertório de jazz tradicional americano com um novo disco e novo espectáculo: Recycle Swing – Jazz Standards. A cantora recria grandes clássicos do jazz dos anos 30 e 40, de grandes compositores da época, entre os quais estão nomes como os de Gershwin, Jerome Kern, Harold Arlen, Cole Porter e Duke Ellington. O espectáculo acaba por nos trazer uma sonoridade e leveza familiares, pois estas canções são da época de ouro da Broadway – dos musicais e dos filmes. Só mais tarde é que foram adoptadas pelos músicos de jazz, por terem uma estrutura harmónico-melódica muito forte, tornando-se, assim, nos primeiros Standards de Jazz. Recycle Swing foi gravado no mítico Bauer Studios, na Alemanha, onde grandes nomes do Jazz, como Keith Jarrett e Bobby McFerrin, gravaram no passado.

quinta-feira, fevereiro 23, 2012

Valter Hugo Mãe




"...percebi que para dentro de nós há um longo caminho e muita distância. não somos nada feitos do mais imediato que se vê à superfície. somos feitos daquilo que chega à alma, e a alma tem um tamanho bem diferente do corpo."


in Os dias para sempre
foto pessoal

Marco Rodrigues



Onde vou. A rima mais bonita. Acho inúteis as palavras. Bruma do Cais.
Duas lágrimas de orvalho. Ponte da Barca. O homem do Saldanha. A valsa.
Valsa das paixões. Em água e sal. Poema desfeito. Fado do estudante.
O inverso do fado. Lisboa menina e moça. O tempo a cantar. Fado da dúvida.



Marco Rodrigues cresce sem qualquer ligação ao fado embora sempre em contato com outros géneros musicais. Mas o destino, esse, leva-o para o fado... quando se muda para Lisboa (nascido em Amarante vai viver para Arcos de Valdevez aos 8 anos). Em 1999 vence a Grande Noite do Fado no Coliseu dos Recreios, na categoria Sénior. Poucos meses depois, Marco Rodrigues estreia-se como profissional no Café Luso – onde é actualmente fadista e violista residente, para além de diretor artístico.
Em 2006 lança o seu primeiro álbum, Fados da Tristeza Alegre. Um ano depois é distinguido com o Prémio Amália Rodrigues, na categoria Revelação. Em 2008 alcança o 3.º lugar no Festival RTP da Canção, com o tema "Em Água e Sal".
Em 2010 edita o álbum Tantas Lisboas que tem como convidados Carlos do Carmo e Mafalda Arnauth e, entre os compositores e letristas, Boss AC, Tiago Torres da Silva, Inês Pedrosa e Tiago Machado, que assina também a produção do álbum. Marco Rodrigues além de fadista e violista assina também a composição de dois temas neste seu trabalho - O inverso do fado e Onde vou. EmTantas Lisboas Marco Rodrigues canta o seu amor por Lisboa.
O concerto de lançamento de Tantas Lisboas tem lugar no Teatro São Luiz (Lisboa). Marco Rodrigues tem apresentado o seu mais recente trabalho de norte a sul do país, de cuja digressão constam as seguintes datas:
2010
  • 29 out | Lisboa, Jardim de Inverno do Teatro São Luiz
  • 27 nov | Cartaxo, Centro Cultural
  • 03 dez | Baixa da Banheira, Fórum Cultural José Manuel Figueiredo
  • 16 dez | Lisboa, Teatro da Luz (Viva Música, Antena 1)
2011
  • 21 jan | Sintra, CC Olga Cadaval
  • 22 jan | Figueira da Foz, Casino da Figueira
  • 04 fev | Almada, Fórum Romeu Correia
  • 25 fev | Portimão, Teatro Tempo
  • 01 abr | Guimarães, CC Vila Flor
  • 03 abr | Ílhavo, Centro Cultural
  • 07 mai | Caldas da Rainha, Centro Cultural e de Congressos
  • 13 mai | Seixal, Auditório Municipal
  • 26 mai | Azambuja, Feira de Maio
  • 28 mai | Sines, Centro de Artes e Espetáculos
  • 04 jun | Faro, Teatro Lethes
  • 10 jun | Lisboa, Festa do Fado
  • 09 jul | Arcos de Valdevez, Casa das Artes
  • 29 jul | Estoril, Feira de Artesanato do Estoril
  • 24 ago | Crato, Festival do Crato
  • 04 set | Seixal, Festa do Avante
  • 08 set | Pinhão, Douro Film Harvest
  • 08 out | Beja, Vinipax'11
  • 15 out | Alcochete, Fórum Cultural
  • 28 out | Lisboa, Teatro da Trindade

Em agosto de 2011, Marco Rodrigues é convidado, pela popular cantora brasileira Maria Gadú, para gravar um tema no seu novo trabalho, convite que o deixa muito lisonjeado. Um ano depois do lançamento de Tantas Lisboas, Marco Rodrigues regressa a Lisboa para o primeiro concerto numa grande sala de Lisboa e convida Fernando Alvim, Mafalda Arnauth, Tiago Machado e Micael Gomes para o concerto de 28 de outubro, no Teatro da Trindade: "Um “concerto especial”, como refere Marco Rodrigues: “Regressar a Lisboa depois de um ano de digressão é literalmente um regressar a casa por isso não podia deixar de oferecer ao público, que tem recebido a minha música de uma maneira tão calorosa, um concerto especial”. “Para celebrar também o relançamento do álbum, vou partilhar o palco com Mafalda Arnauth, que cantará comigo a ‘Valsa das paixões’, com o mestre Fernando Alvim, com o Tiago Machado, o produtor de ‘Tantas Lisboas’, que tocará alguns temas ao piano e com Micael Gomes, um jovem de 13 anos, que demonstra já um enorme talento na guitarra portuguesa. Será não só um encontro de amigos mas também um encontro de diferentes gerações de músicos que, no caso do mestre Alvim e do Micael, distam entre sim mais de 60 anos”.O concerto no Teatro da Trindade assinala também o lançamento de uma nova edição do “Tantas Lisboas”, numa edição especial e limitada que integra seis temas tocados ao vivo. Marco Rodrigues canta e toca num concerto único temas já bem conhecidos do público como “O homem do Saldanha”, “A rima mais bonita”, “Fado do estudante”, “Ausência” e “Tantas Lisboas” que dá nome ao segundo trabalho do fadista que entrou directamente para a tabela nacional de vendas.
Fadista, Marco Rodrigues aponta um interessante acaso: “O destino tem destas coisas e é curioso como este concerto no Teatro da Trindade acontece um ano depois do concerto de apresentação de “Tantas Lisboas” – que ocorreu na última sexta-feira do mês do outubro do ano passado, e isto sem que tenhamos escolhido o dia em função disso… Simplesmente aconteceu.”
Prémio Revelação Amália Rodrigues 2007, Marco Rodrigues canta o seu amor por Lisboa neste álbum que trouxe ao fadista o grande reconhecimento do público, da crítica e do todo o meio musical.
No Teatro da Trindade, ao lado de Marco Rodrigues (voz e viola de fado) estarão Sandro Costa (guitarra portuguesa), António Neto (guitarra clássica) e André Moreira (baixo acústico)."]
  • Mais uma Página | Maria Gadú (Slap, 2011) [participação especial]
  • Fados & Canções do Alvim | Fernando Alvim (Universal, 2011) [participação especial]
  • Tantas Lisboas (Universal, 2011) [CD+DVD]
  • Tantas Lisboas (Universal, 2010)
  • Fados da Tristeza Alegre (Ocarina, 2006)
  • MySpace oficial | http://www.myspace.com/marcorodrigues
  • Facebook oficial | http://www.facebook.com/marcorodriguesfados
  • Youtube oficial | http://www.youtube.com/marcorodriguesfados


Cortesia Wikipedia

quarta-feira, fevereiro 22, 2012

Tiago Bettencourt



Chocámos tu e eu. Só mais uma volta. Eu esperei. Caminho de volta. Canção simples
Laços. Carta. Quebramos os dois. Lados errados. Fim. Cada vez mais aqui
Amor maior. Em fuga - parece que o destino nos quebrou. Se cuidas de mim
Largar o que há em vão. Outono. Os dois. Espaço impossível. O sinal
É preciso ter calma. O lugar. Tens que largar a mão. Poema do desamor




Tiago Bettencourt nasceu na freguesia de Santa Cruz, em Coimbra, e foi viver para Lisboa. Filho de pai natural da Ilha de São Jorge e de mãe natural de Coimbra. Frequentou com o seu irmão, João, o Colégio D. Luísa Sigea, situado no Estoril. A sua mãe foi professora de Língua Portuguesa na Escola Salesiana do Estoril.

Forma os Toranja que seleccionados para o concurso de melhores bandas do Super Rock Super Bock aparecendo também na compilação da Optimus.
Em 2003, lançam o seu primeiro álbum Esquissos. Deste, faz parte a famosa música CartaSegundo é editado em 2005.
Em 2006, os Toranja anunciam uma pausa prolongada, e Tiago Bettencourt parte para o Canadá para gravar o seu primeiro álbum a solo, que saiu em 2007. Este trabalho foi gravado nos estúdios Hotel2Tango, em Montreal, estúdio de onde saiu o bem sucedido Funeral dos Arcade Fire, com o credenciado musico e Produtor Howard Bilerman.
A banda de apoio a Tiago Bettencourt, é composta por Pedro Gonçalves, (baixo e contrabaixo) e João Lencastre (Bateria), para além do próprio Tiago Bettencourt que, além de cantar, toca piano e guitarra. Esta banda dá-se pelo nome de Mantha.
No ano de 2007 lançam o primeiro álbum "O Jardim". Um grande êxito foi a música "Canção Simples".
Em 2010 lançam o seu segundo álbum "Em fuga".

Tiago Bettencourt no Myspace
cortesia Wikipedia





Teolinda Gersão







A profunda harmonia entre ela e o mundo - uma harmonia difícil, instável, porque ela insistia sempre em viver com rigor, com uma atenção que não afrouxava nunca, mesmo quando dormia - o rigor, por exemplo, com que domava ou desmanchava os sonhos, obrigando-se a lembrá-los, obrigando-os a saltar por dentro de arcos incendiados, as flores imaginadas formando finalmente um ramo, as flores de sombra, de sol, de areia, domar o vento, aprender a cavalgar o vento, pôr um risco de azul a contornar o mar, a dura acrobacia do seu corpo, ao mesmo tempo solto e geométrico, os difíceis exercícios interiores, os saltos mortais de olhos vendados sobre um fio de arame estendido entre o possível e o impossível.
in Os Guarda-Chuvas Cintilantes, 1984
foto retirada na net

domingo, fevereiro 19, 2012

Ornatos Violeta





Capitão Romance. Chaga. Dia mau. Deixa morrer. O.M.E.M.
Bigamia. Coisas. Nada é fácil de amar. Mata-me outra vez.
Um crime à minha porta. Dez lamúrias por gole. Circo de feras.
Letra S. Raquel. Planos de merda. Tempo de nascer. Notícias do fundo.



Os Ornatos Violeta foram uma banda portuguesa de rock alternativo, com fusão de algumas outras tendências, incluindo o ska e o jazz.
É originária da cidade do Porto, composta por Manuel Cruz na voz, Nuno Prata no baixo, Peixe na guitarra, Kinorm na bateria e Elísio Jonas nos teclados. Com apenas dois álbuns publicados, depressa se tornou uma referência na música portuguesa do final dos anos 90, embora o ponto alto da sua carreira corresponda sobretudo aos últimos 3 anos da década. A banda decidiu então separar-se no final de 2000, juntando-se para um concerto único de celebração do seu 10º aniversário na KEIMAS 2001.
Ainda em 2002, surgem os Pluto, banda de rock ligeiramente mais tradicional, que inclui na sua formação, como vocalista e guitarrista secundário Cruz, e como guitarrista principal Peixe. Outro projecto de Manel Cruz (voz), surgido no mesmo ano, foram os Supernada, ainda sem álbuns editados, e composto por mais quatro membros: Miguel Ramos (baixo), Ruca (guitarra), Eurico Amorim (teclado) e Francisco Fonseca (bateria).
Os temas Capitão Romance e Chaga fizeram parte da banda sonora do filme Rasganço de Raquel Freire.
Em 2006, Nuno Prata lança o seu primeiro álbum a solo onde participam como convidados, entre outros, os restantes ex-membros dos Ornatos Violeta. Em 2008, Manel Cruz lança o projecto Foge foge bandido, com um álbum duplo, O amor dá-me tesão/Não Fui Eu Que Estraguei. O teclista Elísio Donas participaria então no grupo Per7ume, do qual sairia em Agosto de 2008. A 31 de Maio de 2010 sai o primeiro álbum de Zelig, banda da qual faz parte o guitarrista Peixe. O baterista Kinorm, esteve envolvido em diversos projectos, com destaque para Mata Tu, Patrón! e Plus Ultra, com Gon, dos ZEN.
Discografia:

Cortesia Wikipedia


Viriato José Coelho Serra





Despojamento



O horror da perda de um espaço,
de uma palavra, de um momento,
de um braço.

À parte a dôr
À porta dos limites.

Resta-nos o fio da vida
Que tudo e nada une
Mantendo o deslizar

in Lisbon, 22/2/1995
foto pessoal in Alfândega

quinta-feira, fevereiro 16, 2012

Tulipa Ruiz



Efémera. Só sei dançar com você. Aqui. Perigo.
Da maior importância. Ás vezes. Cada voz.
Brocal dourado. Pontual. Da menina. Do amor.

Tulipa Ruiz é uma cantoracompositora e desenhista brasileira. Participou de shows de nomes como DonaZicaTrash Pour 4Júnio BarretoOrtinho,Projeto CruNa RodaTiêNhocuné Soul e Cérebro Eletrônico. Integra, ao lado do pai Luiz Chagas e do irmão Gustavo Ruiz o conjunto Pochete Set. Faz desenhos para livros infantis, agendas, capas de discos e cartazes de shows. Interessa-se por gravações em campo, texturas, ruídos, bordados e cantigas de ninar.. Saiu de Minas Gerais aos 22 anos para cursar Comunicação e multimeios na PUC-SP, onde conheceu Dudu Tsuda.
Cortesia Wikipedia.

Natália Correia





Necessário é satisfazer o ofício das trevas


I
Uma dor fina que o peito me atravessa,
A escuridão que envolve o pensamento,
Um não ter para onde ir cheio de pressa,
Um correr para o nada em passo lento,

Um angustiante urgir que não começa
Um vazio a bolar no alheamento,
Uma trôpega ideia que tropeça
No vácuo de um estranho abatimento.

É tédio? É depressão? Talvez loucura?
É, para um além de mim, passagem escura?
Um ir por ir que não tem outro lado?

É, sem máscaras, a esperança enfim deposta,
Ou no extremo da verdade exposta
A ironia feroz de um deus calado?


in Poesia e sonetos românticos, edit. Frente e Verso
fotografia de Joerg Colberg

quarta-feira, fevereiro 15, 2012

Frankie Chavez



Another day. Airport Blues. Dreams of a rebel.
Time Machine. I don't belong. The Search.
Indigo. Come together. Family tree. Hey.


Frankie Chavez site.

Nuno Júdice



Nunca são as coisas mais simples que aparecem 
quando as esperamos. O que é mais simples, 
como o amor, ou o mais evidente dos sorrisos, não se 
encontra no curso previsível da vida. Porém, se 
nos distraímos do calendário, ou se o acaso dos passos 
nos empurrou para fora do caminho habitual, 
então as coisas são outras. Nada do que se espera 
transforma o que somos se não for isso: 
um desvio no olhar; ou a mão que se demora 
no teu ombro, forçando uma aproximação 
dos lábios. 

sábado, fevereiro 04, 2012

Neil Young



Heart of gold. Like a hurricane. Tell me why. Comes a time.
Long may you run. Mother Earth. Rockin' in the free world.
Change your mind. My heart. Mr. Soul. This note's for you.


Wikipedia Courtesy

Neil Percival Young born November 12, 1945 and is a Canadian singer-songwriter who is widely regarded as one of the most influential musicians of his generation. Young began performing as a solo artist in Canada in 1960, before moving to California in 1966, where he co-founded the band Buffalo Springfield along with Stephen Stills and Richie Furay, and later joined Crosby, Stills & Nash as a fourth member in 1969. He forged a successful and acclaimed solo career, releasing his first album in 1968; his career has since spanned over 40 years and 34 studio albums, with a continual and uncompromising exploration of musical styles. The Rock and Roll Hall of Fame website describes Young as "one of rock and roll’s greatest songwriters and performers". He has been inducted into the Hall of Fame twice: first as a solo artist in 1995, and second as a member of Buffalo Springfield in 1997.
Young's work is characterized by his distinctive guitar work, deeply personal lyrics and signature alto or high tenor singing voice. Although he accompanies himself on several different instruments, including piano and harmonica, his idiosyncratic electric and clawhammer acoustic guitar playing are the defining characteristics of a varyingly ragged and melodic sound. While Young has experimented with differing music styles, including swing and electronic music throughout a varied career, his best known work usually falls into two primary styles: acoustic folk and country rock, or amplified hard rock in collaboration with the band Crazy Horse. Young has also adopted elements from newer styles such as alternative rockand grunge. His influence on the latter caused some to dub him the "Godfather of Grunge".
Young has directed (or co-directed) a number of films using the pseudonym Bernard Shakey, including Journey Through the Past (1973), Rust Never Sleeps (1979), Human Highway (1982), Greendale (2003), and CSNY/Déjà Vu (2008). He is currently working on a documentary about electric car technology, tentatively titled Linc/Volt. The project involves a 1959 Lincoln Continental converted to hybrid technology, which Young plans to drive to Washington, D.C. as an environmentalist example to lawmakers there.
Young is an outspoken advocate for environmental issues and the welfare of small farmers, having co-founded in 1985 the benefit concert Farm Aid. In 1986, Young helped found The Bridge School, an educational organization for children with severe verbal and physical disabilities, and its annual supporting Bridge School Benefit concerts, together with his wife Pegi Young (née Morton). Young has three children: sons Zeke (born during his relationship with actress Carrie Snodgress) and Ben, who were diagnosed with cerebral palsy, and daughter Amber Jean who, like Young himself, hasepilepsy. Young lives on his ranch in La Honda, California. Although he has lived in northern California since the 1970s and sings as frequently about U.S. themes and subjects as he does about his native country, he retains Canadian citizenship, having no desire to relinquish it. On July 14, 2006, Young was awarded the Order of Manitoba, and on December 30, 2009, was made an Officer of the Order of Canada

Valter Hugo Mãe




brincávamos a cair nos braços um do outrobrincávamos a cair nos 
braços um do outro, como faziam 
as actrizes nos filmes com o marlon 
brando, e depois suspirávamos e ríamos 
sem saber que habituávamos o coração à 
dor. queríamos o amor um pelo outro 
sem hesitações, como se a desgraça nos 
servisse bem e, a ver filmes, achávamos que 
o peito era todo em movimento e não 
sabíamos que a vida podia parar um 
dia. eu ainda te disse que me doíam os 
braços e que, mesmo sendo o rapaz, o 
cansaço chegava e instalava-se no meu 
poço de medo. tu rias e caías uma e outra 
vez à espera de acreditares apenas no que 
fosse mais imediato, quando os filmes acabavam, 
quando percebíamos que o mundo era 
feito de distância e tanto tempo vazio, tu 
ficavas muito feminina e abandonada e eu 
sofria mais ainda com isso. estavas tão 
diferente de mim como se já tivesses 
partido e eu fosse apenas um local esquecido 
sem significado maior no teu caminho. tu 
dizias que se morrêssemos juntos 
entraríamos juntos no paraíso e querias 
culpar-me por ser triste de outro modo, um 
modo mais perene, lento, covarde. Eu 
amava-te e julgava bem que amar era 
afeiçoar o corpo ao perigo. caía eu 
nos teus braços, fazias um 
bigode no teu rosto como se fosses o 
marlon brando. eu, que te descobria como se 
descobrem fantasias no inferno, não 
queria ser beijado pelo marlon brando e 
entrava numa combustão modesta que, às 
batidas do meu coração, iluminava o meu 
rosto como lâmpada falhando 

a minha mãe dizia-me, valter tem cuidado, não 
brinques assim, vais partir uma perna, vais 
partir a cabeça, vais partir o 
coração. e estava certa, foi tudo verdade 

 
in "contabilidade"foto pessoal