quinta-feira, março 15, 2012

José Fernando Lobo Duarte





As palavras







As palavras são como os barcos e a água é a cabeça que leva as palavras. Nem sempre as palavras têm rumo, nem sempre as cabeças ajuizam certo ou justo. É preciso cuidado com as palavras, as palavras são como os barcos, ou são firmes ou vão ao fundo. A religião criou um ritual, um código, uma certeza enfadonha, mas todas as palavras religiosas são incertas, todos os lideres religiosos pensam ter verdades absolutas e por isto a religião deixa de ser uma coisa humana, Deus perdeu a humanidade, porque a duvida é o caminho para a transformação. As palavras, a existência das palavras, a morte das palavras. O amor é uma palavra e o amor não é uma palavra, contudo a justiça da palavra está implicada na existência.



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