quarta-feira, maio 30, 2012

Maria Bethânia Veloso



Calmaria. Sem mais, adeus. Vive. Velejava em você. A palavra. Estranhos. É o amorSegredoPra quê mentirJeito estúpido de amar. Grito de alerta. Tocando em frente.ReconvexoFera ferida. Sensível demais. Falando sério. Luar do sertão. Doce mistério da vida. Domingo. Sonho impossível. Casa branca.


Sobre o autor: A grande cantora da MPB, Maria Bethânia Viana Teles Veloso, que tem cerca de 26 milhões de discos vendidos, desbancada apenas por Xuxa, nasceu na cidade de Santo Amaro da Purificação, na Bahia, no dia 18 de junho de 1946. Filha de Zeca Veloso, conhecido como o ‘Onça’, renomado membro dos Correios e Telégrafos, e de Claudionor Viana, a querida guerreira Dona Canô, ela veio ao mundo em um sobrado localizado na Rua Direita, sobre a empresa da qual seu pai era funcionário.
Bethânia é irmã  caçula do não menos famoso Caetano Veloso, cantor reconhecido nacional e internacionalmente, e da poetisa Mabel Velloso. O mano Caetano foi quem escolheu seu nome, inspirado em uma valsa que, aos 3 anos de idade, já lhe chamava a atenção, Maria Betânia, de Capiba, cantada então por Nélson Gonçalves. A futura cantora consagrada desejava, no início, subir aos palcos não para cantar, mas sim para interpretar.


Aos poucos a garota entra em contato com o contexto cultural de Salvador – para onde se muda em 1960 -, atuando na Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia, frequentando as inúmeras exposições de artes plásticas, os mais variados shows musicais, o fervilhante ambiente estudantil. Era um período de intensa criatividade e de mudanças na cultura brasileira.


Caetano é chamado, em 1963, para compor a trilha musical da peça Boca de Ouro, do dramaturgo Nélson Rodrigues. Na cena inicial Bethânia tem a oportunidade de enfrentar pela primeira vez os palcos, cantando Na Cadência do Samba, de Ataulfo Alves. Ainda neste ano eles entram em contato com Gil, Gal Costa, Tom Zé e outros personagens que escreveriam a história da Música Popular Brasileira, inspirados por João Gilberto e pelo movimento que ele praticamente criou, a Bossa Nova.


Em 13 de fevereiro de 1965, durante a vigência da Ditadura Militar, a cantora teve a chance de substituir Nara Leão no espetáculo Opinião, concebido por Oduvaldo Vianna Filho, cantando a canção Carcará, de João do Valle. Sua participação intensa despertou a atenção da crítica e do público, e sua trajetória consagrada nasceu neste momento. Logo em seguida ela recebeu uma proposta de trabalho da gravadora RCA, futura Sony BMG. Ela se transformou em uma das intérpretes mais importantes da MPB, bem como seu irmão Caetano.


Maria Bethânia cresceu em um ambiente profundamente religioso, marcado pela cultura do candomblé. Ela cultua diversos santos e segue especialmente um ritual africano conhecido como Ketu. Muitas de suas canções são inspiradas neste cadinho cultural brasileiro, no sincretismo, na cultura popular, na tradição folclórica de seu país.


Em 1966 atuou nas montagens Arena Canta Bahia e Tempo de Guerra, dirigidos por Augusto Boal, além de participar em vários festivais musicais. Nos anos 70 ela integrou o célebre conjunto conhecido como Doces Bárbaros, ao lado de Gal, Caetano e Gil. O trabalho da banda, hoje considerado genial, foi então muito mal recebido pela crítica.


Ela foi pioneira entre as vozes femininas na venda de discos – Álibi, de 1978, teve mais de um milhão de cópias comercializadas; Mel, 1979, e Talismã, de 1980, alcançaram também altos índices de vendas. Seus trabalhos seguintes, Ciclo, de 1983, e A Beira e o Mar, de 1984, foram revolucionários ao optarem pelo estilo acústico.


Maria Bethânia festeja seus 25 anos de caminhada musical gravando, em 1990, o disco 25 Anos, que privilegia as diversas vertentes culturais do Brasil e traz a presença especial de diversos músicos famosos, entre eles Nina Simone, João Gilberto, Toninho Horta, Wagner Tiso, entre outros. Seu trabalho posterior, Olho d’ Água, de 1992, reflete uma viagem da cantora pelo universo das religiões. Em 1993 seu novo CD, As canções que você fez pra mim, vendeu mais de um milhão de cópias.


Maria Bethânia ao vivo, de 1995, foi a despedida da cantora do formato vinil; foi relançado mais tarde em CD, englobando as quatro canções que, por carência de espaço, haviam sido excluídas do disco anterior. A cantora continua mais ativa que nunca. Seus trabalhos mais recentes são Dentro do mar tem rio, de 2007, Omara Portuondo e Maria Bethânia ao vivo, de 2008, Encanteria e Maria Bethânia Naturalmente, ambos de 2009. Em 2008 ela conquistou o Prêmio Shell de Música, inédito para intérpretes.

Mais:
http://www.mariabethania.com.br/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Maria_Bethânia

José Fernando Lobo





Ela dorme
mas nao é a bela


Ela consome
pastilhas para a fome
e olha da janela
com olhos enormes
as histórias da rua

Ela dorme
mas nao é a bela
das histórias de encantar
ela consome a ilusao
mistura o pó
sumo de limao
a vida acida
e nao sabe como vai acabar

Ela dorme
mas nao é a bela
das series da televisao
que o mundo real
está mais bem disfarçado
que qualquer carnaval

Ela dorme
mas nao é a bela

ela espeta a agulha na veia
e os seus olhos sao janelas
onde a vida vazia
parece cheia
como uma lua.




segunda-feira, maio 21, 2012

Joe Cocker



Unchain my heart. Let's go get stoned. With a little help of my friends. Let it be.
A Whither Shade of Pale. You and i. A woman loves a man. Respect yourself.
When the night comes. Don't let me be misunderstood. Could you be loved.
Ain't no sunshine. Up where we belong. She's my lady. You are so beautiful.
That's all i need to know. Cry me a river. I who have nothing. The letter. One.
Heaven. Hell and Higwater. Out of the blue. The simple things. Forever changed.
A song for you. Something. Five long years. Sorry seems to be the hardest word.
Everybody hurts. Fellin' alright. Hitchcock railway. I'm in a dangerous mood.


Sobre o músico:


John Robert Cocker, OBE, (Sheffield, 20 de maio de 1944) é um cantor britânico de Rock influenciado pela soul music no início da carreira[1].
Ele começou sua carreira musical em sua cidade natal na Inglaterra, aos quinze anos de idade. Com o nome artístico de Vance Arnold tocou com The Avengers, depois Big Blues[1] (1963) e então a Grease Band (a partir de 1966). Em 1969 ele foi o astro convidado do programa The Ed Sullivan Show.
Seu primeiro grande sucesso foi a antológica canção "With a Little Help from My Friends", uma versão da música dos Beatles gravada com o guitarrista Jimmy Page. No mesmo ano ele apareceu no Festival de Woodstock, com um show consagrador, sobre o qual ele fala no livro Woodstock, do jornalista [Pete Fornatale] : "Tivemos uma reação emocionante quando tocamos With a Little Help from My Friends. Foi como um sentido maravilhoso de comunicação. Era o último número do show, eu lembro, mas senti que finalmente tínhamos nos comunicado com alguém".
Coker ainda conseguiu mais alguns hits com "She Came Through the Bathroom Window" (outra versão de uma música dos Beatles), "Cry Me a River" e "Feelin Alright". Em 1970 sua versão ao vivo do sucesso "The Letter" dos Box Tops, lançado na compilação Mad Dogs & Englishmen tornou-se sua primeira canção a entrar no Top Ten americano.
Nos shows Cocker exibia uma intensidade física incrível enquanto cantava, e sua presença no palco era frequentemente parodiada por John Belushi (houve até mesmo um dueto improvável quando Joe foi convidado especial do Saturday Night Live.)
No começo dos anos 70 ele teve problemas com drogas e álcool que acabaram atrapalhando sua carreira. Ele conseguiu, entretanto, se livrar e retornar nos anos 80, conseguindo grande sucesso até os anos 90 com as canções "Up Where We Belong", "You Are So Beautiful", "When The Night Comes" e "Unchain My Heart", tema da novela brasileira Sassaricando. É conhecido no Brasil por cantar o tema de abertura da série Anos Incríveis, exibido pela TV Cultura, TV Bandeirantes, Multishow e Rede 21, até voltar à TV Cultura. Em 2002 sua regravação da musica Never Tear us apart da banda INXS foi tema de sucesso da novela Coração de Estudante.
Em 2007, Joe fez uma participação especial em Across the Universe, longa-metragem musical de Julie Taymor, interpretando a música Come Together, dos Beatles.

Para continuar a ler, aqui.

Enrique Vila-Matas





"Às vezes, tenho a impressão de que surjo do que escrevi"

"As coisas, por exemplo, começavam todas pelo princípio e acabavam no final. Por isso, nesse tempo, para ele tinha sido uma grande surpresa, e nunca mais as esquecera, umas declarações do cineasta Godard onde dizia que gostava de entrar nas salas de cinema sem saber quando é que o filme tinha começado, entrar ao acaso em qualquer sequência, e ir-se embora antes do filme ter terminado. Seguramente, Godard não acreditava nos argumentos. E possivelmente tinha razão. Não era nada claro que qualquer fragmento da nossa vida fosse precisamente uma história fechada, com um argumento, com princípio e com fim."



Sobre o autor:
Enrique Vila-Matas (Barcelona, 1948) é um escritor espanhol. Nasceu em Barcelona em 1948. Em 1968 foi viver para Paris, auto exilado do governo de Franco e à procura de maior liberdade criativa. O apartamento onde se instalou foi-lhe alugado pela escritora Marguerite Duras. Durante esse anos subsistiu realizando pequenos trabalhos como jornalista para a revista "Fotogramas", e chegou a colaborar como figurante en Estoril num filme de James Bond. Vila-Matas publicou o seu primeiro livro, "La Asesina Ilustrada", em 1977, e desde então não mais deixou de escrever pois, segundo ele, "escrever é corrigir a vida, é a única coisa que nos protege das feridas e dos golpes da vida." Com a publicação de "História Abreviada da Literatura Portátil" começou a ser reconhecido e admirado no âmbito internacional, especialmente nos países latino-americanos, França e Portugal. As suas obras são uma mescla de ensaio, crónica jornalística e novela. A sua literatura, fragmentária e irónica, dilui os limites entre a ficção e a realidade. Desenvolveu uma ampla obra narrativa que se inicia em 1973 e que, até à data, foi traduzida para 32 idiomas. Actualmente é um dos narradores espanhóis mais elogiados pela crítica nacional e internacional




quinta-feira, maio 17, 2012

Filipe Chinita





Dia de Espiga


ramo de quinta-feira de espiga
assim lhe chamamos
antes de mais
três espigas
para que
pão haja
todo
o
ano
(e)
três ramos de oliveira
para que o azeite
indispensável
complemento
não nos
falte
três brancos malmequeres
para que perdure
a paz
(e)
outros tantos amarelos
para que nos calhe – já agora –
algum dinheirinho
três papoilas vermelhas
como desejo
de felicidade
e alegria
de
viver








Sobre o autor: 
Filipe Jorge Marques Chinita das Neves
Nasço em 11 de Novembro de 1955, na freguesia de nossa senhora do bispo, Montemor-o-Novo. Cresço na aldeia/vila de Escoural onde meus pais já viviam. Volto ao grande pátio da quinta dos pretos onde nasci, entre Montemor e Lavre, na adolescência. Estudo no colégio mestre de aviz, mas cresço entre proletários agrícolas. Escoural, Montemor e Évora constituem o triangulo entre o qual sou alentejano e me faço homem.
Habilitações: Antigo sétimo ano do liceu.
Anos 70 Curso de dois anos no Instituto de Ciências Políticas de Moscovo, de Ciência Política, Economia, Filosofia e Psicologia Social Marxistas. Curso de jornalismo e rádio no mesmo Instituto. Escrita e locução de programa de rádio interno, em língua portuguesa, emitido do Instituto.
Anos 80 Frequência do curso de Filosofia, Universidade de Letras de Lisboa.  Frequência dos cursos de Sociologia/Ciências da Comunicação, Uni. Nova de Lisboa. Cursilho de cinema, no IADE, com António Lopes Ribeiro.
Experiência profissional: Antes de abril Revisor do jornal Diário do Sul, durante curtos meses, ainda menor. Na Picardie (França/Amiens/Corbie) para onde fugira, para não fazer a guerra colonial, trabalho, durante cerca de 1 ano, numa fábrica de joalharia, aprendendo os primórdios do ofício.
Depois de abril Volto a Portugal nos primeiros dias de Maio filio-me no partido comunista português, na própria noite da chegada, a Évora, e logo me torno revolucionário a tempo inteiro, no Alentejo, de Maio de 74 até Novembro de 1980.
Anos 80 Passo os três meses seguintes em Bolbec/Normandia, mas decido regressar a Portugal, fixando-me em Lisboa/Alcântara, e depois sucessivamente em Odivelas/Cascais/Linda-a-Velha, onde ainda hoje resido. Colaboro com a Editora Crediverbo. Pesquiso, compro e vendo por conta própria, colecções de revistas e livros antigos. Torno-me um conhecedor de variados espólios alfarrabistas da cidade, fornecendo alguns dos melhores coleccionadores nacionais. 1981/82/83. A frequência de tertúlias literárias no Bairro Alto leva-me a conhecer vários escritores e intelectuais conduzindo-me até Michel Giacometti, com quem venho a colaborar episodicamente na organização dos seus famosos arquivos de Música Tradicional Portuguesa.
* Trabalho, depois, na Ass. Portugal-URSS na programação, organização e promoção de múltiplos eventos de carácter social, cultural e desportivo, nomeadamente, espectáculos de ballet, música clássica, popular e folclórica, debates, colóquios, exposições, semanas de cinema (no Quarteto), provas de atletismo, Torneios Internacionais de Xadrez, Andebol e Ginástica Desportiva. 1ª Corrida da Paz. Fundo a Secção de Xadrez e organizo provas de partidas rápidas com Grandes Mestres Internacionais. Tudo isto centrado em Lisboa, mas ocorrendo um pouco por todo o país, em colaboração com Associações, Instituições, Federações, Colectividades, Clubes e Autarquias. * Nos anos 80 publiquei vários poemas no Suplemento Cultural do jornal “O diário”. * Sou convidado para a organização e lançamento da Clínica do Homem, clínica pioneira em Portugal no domínio da Sexualidade, da Infertilidade (masculina e feminina) e da Impotência Sexual, exercendo as funções de Coordenador da actividade organizativa da clínica e de responsável pelo Marketing e Relações Públicas da mesma. Organizo com o Director Clínico e a Directora de Psicologia, o Seminário de Andrologia “A impotência Sexual”, no Hotel Penta. Recebi, entretanto, uma medalha de bons serviços, aquando dos 16 anos da Clínica de Santo António, na Reboleira, onde a Clínica do Homem estava sedeada. (1988/89)
Anos 90 Como resultante desta actividade constitui, organizei e lancei a Mare Nostrum, Clínica da Costa do Sol, SA, sita em Cascais, tendo exercido, cumulativamente, as funções de adjunto do Conselho de Administração e Director Administrativo e Comercial, sendo responsável pelo Marketing e Relações Públicas da mesma. (1990/91)
Constituição e organização da Olímpico, Estratégias e Marketing. Lda, cujo objecto seria o de promover o sponsor de iniciativas autárquicas, (em particular com a CM de Lisboa) associativas e empresariais de carácter desportivo, cultural e artístico, sendo, ainda assim, decisiva para a montagem da 1ª Meia Maratona de Lisboa, passo primeiro para a hoje, mundialmente reconhecida Maratona. (1991/92)
Constituição, organização e lançamento da “Fio de Prumo Designers Lda”, mais tarde “Fio de Prumo Design Global, Lda” empresa que deteve, praticamente, desde a sua constituição, um papel de vanguarda na dinâmica do design português, não só pelas exposições e eventos multidisciplinares, que organizou nos seus espaços de Lisboa (Porto e Paris). O Project Room, da Fio de Prumo, com a colaboração de Luís Serpa, e osCenários de Design com a participação dos melhores profissionais do sector e de inúmeras figuras públicas “fizeram história”. Tais eventos eram, na altura, os, de longe, mais largamente concorridos, na capital e no Porto, pelo público amante do design.
-realce para o papel editorial que assume editando obras dos mais proeminentes designers e arquitectos portugueses, através da editora “de fio a pavio”em que colaboram Eduardo Souto Moura, Manuel Graça Dias e Egas José Vieira, Carrilho da Graça, Santa-Rita, Isabel Dâmaso, Cristina Ataíde, Ângelo de Sousa, Safira Serpa, Paulo Coelho, Helena Subtil, Laura Soutinho, Beatriz Vidal, Nuno Lacerda Lopes, Ana Vasconcelos, José Manuel Carvalho Araújo, Carlos de Oliveira, José Pedro Croft, Luís Narciso, Pedro América, etc. – constituição de uma outra editora, de design de moda e têxteis, com Olga T. Rego, designada  Fio de Trama.-organização do Concurso de Jovens Designers resultante da colaboração da  Fio de Prumo com a revista Casa Claúdia e o Centro Português de Design. – participação com peças da Fio de Prumo em Exposições Internacionais de Design no estrangeiro, representando Portugal, a convite do ICEP. – a Fio de Prumo possuía, também, um Atelier de Comunicação e Design Visual, made in fio, tendo construído variados logos e imagens, nomeadamente, da ExpoLoures, do Forme 93 (do Instituto do Emprego e da Formação Profissional), da Stivali, da Companhia Nacional de Bailado, da linha de espectáculos de Ballet, da Lisboa 94, Capital da Cultura, do restaurante Casa da Comida, no Tagus Park, etc (1993/99). – Durante o tempo de duração da Fio de Prumo foram publicados na imprensa da especialidade, mas não só, nacional e estrangeira, inclusive no Japão, artigos evidenciando o seu papel de vanguarda.
Nos anos 96/97, fui colunista, com Jorge Vale (do restaurante Casa da Comida) da revistaMáxima Interiores, com a coluna Quatro Estações, sobre gastronomia, as estações do ano e as diversas regiões do país. Em Abril de 1998, publicámos para uma edição especial do Diário de Notícias, o texto “Memórias e afectos da Cozinha Tradicional Portuguesa”.
Colaboração pessoal com a FIL no lançamento da 1ª edição da Lisboa Design.
Tentativas de dinamização de uma Associação Empresarial do sector, sem resultados.
Montei, em 1999, com o arquitecto Mário Sua Kay, a pedido deste, uma equipa multidisciplinar de designers portugueses, que concorreu através da agência J. Walter Thompson ao concurso internacional para a criação da imagem global da ONI.
Decido regressar ao Alentejo no fim de 99, passando a viver entre Lisboa, o Alentejo e a Praia Grande.
Anos 2000 Trabalho com a CM de Montemor-o-Novo, desde 13 de Março de 2000, na criação da respectiva imagem de marca, desdobrada depois pelas 10 freguesias e pelas diversas frentes de trabalho autárquico, articulando uma linguagem comunicacional que expressa de forma clara a identidade do concelho.
- escrita e edição do livro Montemor-o-Novo levantado do chão, passado presente futuro. – Foi, entretanto, editado aquando da sessão solene dos 30 anos do Poder Local Democrático, o 1º volume do Livro Montemor-o-Novo, 30 anos de Abril. E mais tarde o 2º volume.
- nos 30 anos de Abril, ponho na rua o projecto “a poesia está na rua” – criação de rede de pequenos totems de sinaléctica informativa no centro histórico. – criação da rede de totems por todo o concelho, coma a assinatura de Montemor-o-Novo, levantado do chão; Montemor-o-Novo, cidade levantada e principal; e com as respectivas assinaturas das 10 freguesias – criação de boletins e agendas culturais e desportivas municipais, bem com da actual mor+magazine e respectiva linha de comunicação.
- criação do nome e logo do projecto montemor, pedra a pedra.
* Concepção do espaço de memória levantado do chão/sala de leitura e multimédia José Saramago, em Lavre, e criação do respectivo logo. Criação de exposição nos 25 anos do lançamento do livro levantado do chão, que visitou outros concelhos. Organizo, com a respectiva junta e câmara municipal, em Lavre e Montemor sessões com os professores Victor Viçoso e Maria Lúcia Lepecki para assinalar a data, bem uma sessão de leitura do mesmo com Gracinda Nave e Rogério Samora. Em Abril de 2008, José Saramago, acompanhado de Pilar e de José Sucena, visita o espaço estando pela última vez, em Lavre e Montemor. Passo a colaborar com a Fundação José Saramago. Elaboro com a estrutura da fundação, em particular, com a sua neta, o roteiro de levantado do chão, que fica alojado no sítio e blog da Fundação. Existe um projecto de concretizá-lo no terreno e editá-lo em livro. A exposição de levantado do chão, agora editada pela Fundação, continua a circular pelo país. Em 2009, colaboro com a Fundação, no reencontro do texto de João Domingos Serra, e com Rita Pais e Manuel Gusmão, na fixação do tal documento incomum, assim chamado por José Saramago, e que mais lestamente o levará à escrita do seu/nosso levantado do chão.
* Trabalhei para outros clientes particulares tendo concretizado no concelho a imagem dos turismos rurais do Monte do Chora-Cascas e da Herdade da Serrinha. No distrito trabalhei num projecto com dois departamentos da Universidade de Évora e no Évora Distrital Digital. Trabalhei, em 2003, na criação da imagem e assinatura do concelho vizinho de Vendas Novas, e seus vários desdobramentos por grandes áreas de actuação. – elaboração de exposição e respectivo folheto explicativo. – edição duma 1ª agenda municipal. – criação do livro vendas novas, abril colorido 30 anos depois, com desenhos das escolas do concelho, em 2005. – brochura e folheto turístico com a nova imagem e colaboração na abertura do novo Posto de Turismo. – investigação, escrita e criação do 1º volume do livro Vendas Novas, Rumo ao Futuro, em 2006, e posteriormente do 2º volume. – investigação, escrita e criação do livro “a questão da saúde, o povo de vendas novas como protagonista”.
Continuei a trabalhar no sector privado em outros projectos junto de várias instituições e empresas em Lisboa, Almada, Tomar, etc.
* “Pretensões” ditas literárias/ ou editoriais. Em 2004, contribuo para e edição pelo MDM do livro Que o exemplo não se perca, da poetiza Lisete Pinto de Sá.
Em 2005, como forma, de em Novembro, comemorar os meus 50 anos! pretendia editar o livro escrito em 77/78  3º andar jardim suspenso. A pessoa a quem o voltei a mostrar e a quem era dedicado, a psicóloga Maria Clementina Diniz, deu-me permissão para o fazer (apesar de, mais uma vez, nada ter feito para além do seu design e montagem gráfica). Mas voltando a tomar contacto com variados textos organizados em livros vários, que continuavam em suspenso, sem editora e sem que a procurasse, a Maria exigi-me que “antes dos nossos textos amorosos, publica, por favor, os políticos que são bem mais urgentes e necessários para contar a revolução no teu Alentejo e revigorar a militância”. “Entrega o primeiro deles gente povo todo o dia ao nosso partido, porque é ele que os deve publicar”. Ela telefonou ao José Casanova, como “a pessoa certa para tratar da questão” e eu fui à Soeiro levar-lho em mão. O livro andou perdido, segundo parece devido à venda da Caminho. Os camaradas tem muito que fazer, dizia-me ela, ante a minha impaciência. “Espera. Tem calma”.
Entretanto, a Maria morria inesperadamente em 8 de Março de 2007, sem que houvesse resposta alguma sobre qualquer interesse na edição do mesmo. De 3 a 28 de Outubro desse ano, o sector intelectual da dorl leva a cabo, no museu da cidade, a exposição “obras do acervo de arte do sector intelectual de lisboa do Partido Comunista Português” que ela tinha entre mãos. As suas duas filhas Isabel e Ana Filipa pedem-me um texto, que se virá a chamar “sonhar de pés fincados em terra” (nota explicativa) que abrirá o respectivo catálogo e que será, também, guião de um pequeno vídeo/filme de homenagem à Maria, fabricado por Helena Alves, alentejana.
Em 2008, contribuo para o lançamento pelas Edições Colibri dos livros O Dilema do professor, formar para quê, de Ana de Almada Saldanha, em Setembro, e no princípio não foi o verbo e outros textos de psicologia, de Maria Clementina Diniz, em Outubro.Ainda em 2008, após mais uma insistência, o meu texto reaparece, e a Editorial «Avante!» resolve editar gente povo todo o dia, texto escrito no essencial durante os anos em que fui revolucionário a tempo inteiro no Alentejo, e que em 81/82, já se encontrava pronto para edição, apesar de nunca ter procurado fazê-lo. O livro sairá em Fevereiro de 2009. Peço para o mesmo, um posfácio a Manuel Gusmão, pois, entretanto, havia descoberto, entre os meus papéis, que ele já o havia tido entre mãos em 81/82. Retomando os nossos contactos iniciados em 1975 no nosso Alentejo passamos a   encontrarmo-nos regularmente para estar, almoçar e falar, até porque o Manuel faz o favor de me acompanhar a apresentar o gente povo, em quase todos os sítios em que foi lançado.
Na base de um texto escrito no essencial em 1979 “negro grão pétreo/negro e pétreo nódulo” sobre o assassinato de casquinha e caravela, gente da minha aldeia, vou insistindo se não quer trabalhá-lo comigo, actualizando-o e emprestando-lhe o seu cunho de poeta maior, de modo a dele fazermos obra digna de assinalar os 30 anos dessa tragédia, acontecida em 27 de Setembro de 1979. Além do mais seríamos dois alentejanos a falar de dois outros já mortos, um livro a quatro mãos em que não se saberia onde estaria a escrita de cada um. De apenas dramatizador do texto o Manuel foi cedendo e na sua enorme generosidade passou a co-autor do mesmo. Sem ele não haveria este novo objecto literário. Um gesto comunista como uma amiga do Manuel depois qualificará. E assim foi, conseguimos fazê-lo! E a «Editorial Avante!» resolveu editá-lo. Cantata Pranto e Louvorem memória de casquinha e caravela, via, pois, a luz do dia, em 1ª edição, em Setembro de 2009. A 2ª edição sairia ainda em Dezembro.
A Fundação Saramago, edita, em 2010, antes da morte de José, e contando com a sua colaboração no respectivo prefácio o livro de João Domingos Serra, que sai, por sugestão do próprio Saramago, com o título Uma família do Alentejo. O livro conta, também, com um posfácio de Manuel Gusmão, que se debruça sobre o texto e o seu papel na génese de Levantado do Chão.
No 1º de Maio de 2010, para festejar o 120º aniversário do mesmo, a «Editorial Avante!» edita a colectânea de poemas MAIO, trabalho, luta incluindo nela um extracto de De luto desfilamos (da referida Cantata).

terça-feira, maio 08, 2012

Diorama



Synthesize me. Belle. I wait for you. Bring me flowers. Exit the grey. Das meer.
Sad but true. Contradictive. No tears. Apocalypse later. Prozak junkies.
Leaving Hollywood. Wingless. E minor. Her liquid arms. Friends we used to know.
Burning out. You and ice. Brainwashed. My counterfeit. 10000 meter waves.
Protected world. Sands. Another Queen. The convenience of being absent.


Sobre os Diorama:  

Diorama é uma banda de electro-pop alemã. O nome da banda obedece a uma metáfora que representa a noção da arte musical como expressão dos seus elementos.
Diorama foi descoberta em 1996 como um projecto musical de Torben Wendt.[2] A música de Torben foi desde logo reconhecida por Adrian Hates do Diary of Dreams, assim com o seu apoio e o apoio de  Rainer Assmann (Daf/ Fad Gadget), um album-estreia “Pale” foi lançado em 1999. Foi tão bem recebido pela crítica como pelos apreciadores do género.
Em 2000, o amigo de Torben, Felix Marc juntou-se aos Diorama como teclista de sintetizadores, co-produtor e vocalista-apoio. O segundo álbum “Her Liquid Arms” foi lançado em Abril de 2001. Apesar do ritmo ser mais forte e com som fortemente electrónico,a atmosfera distintivamente própria foi "poupada", estabelecida logo no primeiro álbum.A canção “Advance” tornou-se num hit e a banda imensamente popular. O segundo álbum seguiu o sucesso do primeiro single “Device” (December, 2001.)
Bassist Bernard Le Siguejuntou-se à banda nesse ano, e juntos com Torben e Felix conseguiram o lançamento do terceiro álbum,chamado “The Art of Creating Confusing Spirits”, álbum que foi lançado em Outubro de 2002. Durante Novembro e Dezembro do mesmo ano, Diorama entrou na digressão Diary of Dreams.
Depois de um longo intervalo e outra adição ao alinhamento da banda (o guitarrista Sash Fiddler juntou-se em 2003),o há muito esperado quarto álbum "Amaroid" foi lançado em Abril de 2005. Para a promoção do quarto álbum, a banda reuniu-se a VNV Nation, na sua formação de tour.. Em Outubro 2005, Diorama mais dois álbuns: A reedição do primeiro álbum “Pale”,com três novas canções (“Don’t Be There”, “You and Ice” e “Crop of Illusions”); e “Re-Pale” – uma colecção de novas versões anteriores, remixes e outras que ainda não haviam sido editadas. Ao mesmo tempo, a banda foi na sua primeira digressão internacional pela Alemanha.
No final de  2006, Bernard Le Sigueabandonou a banda. A 23 de Fevereiro de 2007, um novo álbum foi lançado: “Synthesize Me”, um prelúdio do álbum seguinte, que foi lançado quatro semanas depois. “A Different Life” pode ser caracterizada como uma crítica à sociedade governada artificialmente, sob um sistema de valores corrompido.Com estas letras, Torben desenhou o retrato de revolta do indivíduo contra os princípios impostos e a degradação geral dos valores virtuais e essenciais.
"Cubed" foi o seu sétimo álbum de estúdio lançado em 19 de Março de 2010). A imagem figurativa do cubo é o principal tema do álbum - uma área confinada servindo como um espaço vivente para ser  um palco, uma prisão ou um abrigo. Este conceito encaixa consequentemente através da arte da banda e cenários escolhidos e personalizados. Este álbum depressa escalou o topo das escolhas preferenciais (DAC da semana 16/2010) .

António Lobo Antunes







"E pronto, não tenho mais a dizer, julgo que estamos perto do fim porque a chuva abrandou e nenhum som nas telhas, gotas que rareiam  talvez, nuvens mais insignificantes, altas, não ameaçando ninguém, tudo se transforma  à minha volta e não me refiro à casa somente, ao meu passado onde novas memórias sem relação com as anteriores se demoram um momento e vão-se, uma senhora a rir e os braços cheios de duplos queixos, tanto prazer naquele corpo enorme e eu a bater as palmas feliz, pedaços de recordações que a cabeça ilumina tornando a perdê-los sem que me despeça deles, serei uma criatura a sério ou uma invenção de quem escreve, uma marioneta, se calhar pensou
- Preciso de uma mulher aqui
e construiu-me capítulo a capítulo aborrecendo-se comigo, talvez esperasse outra pessoa, palavras que o contentassem mais, o céu a enegrecer entre as nuvens que por seu turno embranquecessem e a senhora gorda a inchar, não passo de uma voz julgo eu mas de uma voz porquê, perguntas e perguntas e se tento parar numa esperança de resposta o que faz o livro esporeia-me, aumentou o corredor, pôs o quarto da minha mãe ao fundo no sítio que o meu irmão João ocupava para que eu pudesse sair sem que notassem, deu duas bengalas à Mercília em lugar da única que tinha carregando-lhe na doença e na idade, esta casa melhor antes da sua chegada, quase nem um parágrafo a respeito da sala e o jardim ignorado, a senhora que ri é minha, não dele, não leve o que me pertence que já levou quase tudo e depois da última página, no caso de ser uma marioneta, deixarei de existir, o que sobrar de mim durará algum tempo até me esquecer como esqueceu os outros os que mandou embora, já não são úteis, ala e não fico nem um minuto num lugar que não ´meu, o meu irmão Francisco mostrando-me papéis
-Não são donos de um parafuso vocês"


In Que Cavalos São Aqueles Que Fazem Sombra No Mar?



Sobre o autor: António Lobo Antunes foi criado em Lisboa, e licenciou-se em Medicina, optando pela especialidade de Psiquiatria. Entre 1971 e 1973 viveu em Angola, onde participou, como tenente médico do Exército, na Guerra do Ultramar. Posteriormente exerceu a profissão no Hospital Miguel Bombarda, em Lisboa, até 1985.
Em 1979 publicou os primeiros livros, Memória de Elefante e Os Cus de Judas, que obtiveram grande êxito e muito boa receptividade da critica, seguindo-se, em 1980, Conhecimento do Inferno. Estes primeiros livros são marcadamente biográficos, e estão muito ligados ao contexto da guerra colonial; transformaram-no imediatamente num dos autores contemporâneos mais lidos e discutidos, no âmbito nacional e internacional.
Em termos temáticos, a sua obra prossegue com a tetralogia constituída por A Explicação dos Pássaros, Fado Alexandrino, Auto dos Danados e As Naus, onde o passado de Portugal, dos Descobrimentos ao processo revolucionário de Abril de 1974, é revisitado numa perspectiva de exposição disfórica de tiques, taras e impotências de um povo que terão sido, ao longo dos séculos, ocultados em nome de uma versão heróica e epopeica da história. Segue-se a esta série a trilogia Tratado das Paixões da Alma, A Ordem Natural das Coisas e A Morte de Carlos Gardel — o chamado «ciclo de Benfica» –, revisitação de geografias da infância e adolescência do escritor (o bairro de Benfica, em Lisboa). Lugares nunca pacíficos, marcados pela perda e morte dos mitos e afectos do passado e pelos desencontros, incompatibilidades e divórcios nas relações do presente, numa espécie de deserto cercado de gente que se estende à volta das personagens. A separação da mulher terá passado a constituir definitivamente o nexo central da sua obra, numa clara demonstração da incapacidade de resolver este trauma.
António Lobo Antunes começou por utilizar o material psíquico que tinha marcado toda uma geração: os enredos das crises conjugais, as contradições revolucionárias de uma burguesia empolgada ou agredida pelo 25 de Abril, os traumas profundos da guerra do ultramar e o regresso dos portugueses do ultramar à pátria primitiva. Isto permitiu-lhe, de imediato, obter adesão junto de uma certa facção de leitores, que, no entanto, não foi acompanhado pelo lado da crítica. A pouca adesão a um estilo excessivo que rapidamente foi classificado de «gongórico» e o tipo de público, contribuíram para alguns desentendimentos persistentes que se atenuaram com a repercussão internacional (em particular em França) que a obra de António Lobo Antunes obteve, mas que não desapareceram.
Em 1995 organizou com José Saramago num encontro de escritores luso-brasileiros na Fundação Luso Americana para o Desenvolvimento (FLAD).
António Lobo Antunes tornou-se um dos escritores portugueses mais lidos, vendidos e traduzidos em todo o mundo. Pouco a pouco, a sua escrita concentrou-se numa temática concreta, adensou-se sem grande eficácia narrativa, ganhou em espessura e perdeu em novidade, compensando isto com recurso ao confronto e ao choque. De um modo impiedoso e obstinado, o autor trata a sua visão distorcida sobre o Portugal do século XX.
A sua obra prosseguiu numa contínua renovação linguística, tendo os seus romances seguintes (Exortação aos Crocodilos, Não Entres Tão Depressa Nessa Noite Escura, Que Farei Quando Tudo Arde?, Boa Tarde às Coisas Aqui em Baixo), bem recebidos pela crítica, marcando definitivamente a ficção portuguesa dos últimos anos.
Em 2005 foi distinguido com um dos mais importantes prémios literários do mundo: o Prémio Jerusalém. Em 2007 foi distinguido com o Prémio Camões, o mais importante prémio literário de língua portuguesa. Em 2008 foram-lhe atribuídas, pelo Ministério da Cultura francês, as insígnias de Comendador da Ordem das Artes e das Letras francesas.
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sábado, maio 05, 2012

Lambchop



Listen. Gone tomorrow. If not i'll just die. Nice without mercy. Never my love.
Mr. Met. The new cobweb summer. Up with people. I can hardly spell my name.
My blue wave. The one. Tell it like it is. I'm thinkin' of a number. Hold of you.
Under the same moon. Life's little tragedy. Breathe deep. The militant. Popeye.
Magnificent obsession. The old fat Robin. There's still time. I'm a stranger here.
Shang a dang dong. N.O. Soaky in the pooper. Close up. Please rise. Buttons.
The man who loved beer. How to live a normal life. The saturday option. Give it.

A banda Lambchop, anteriormente conhecida como Posterchild é oriunda de Nashville, no Tenessee, USA. Fortemente associada ao género de country alternativo, é considerada uma das bandas mais consistentes, brilhantes e únicas a emergir na década de noventa.
 A sua maior consistência e originalidade centra-se em volta do elemento da frente, Kurt Wagner.
Kurt esteve inicialmente associado à música tradicional country, ao purismo da frequência; a alteração do registo para a alternativa veio a desenvolver-se em meio a um conjunto de multi-influências, como são caso disso o post-rock, o soul e a lounge music.
Seja qual for o estilo, a característica ou espírito permanente musical é evocado pela composição interventiva  de Kurt Wagner, subtil e ambígua, bem como os vocais melódicos e bem entendidos.
A revista  American Songwriter descreve as letras de Wagner como doces e premonitórias.
A banda sendo considerada como tendo um "homem da frente" único e minimalista entre os compositores intérpretes, é também considerada a banda em que os seus elementos restantes reúnem polivalências instrumentais e estilos do mais extensível que existe, dentro do género. A interpretação  e a capacidade vocal de Wagner assemelham-se com músicos da soul como Barry White, Curtis Mayfield e Marvin Gaye, ainda dentro da country e da folk.

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Jorge Luís Borges





A quem estiver a ler-me


Tu és invulnerável. Não te deram 
Os números que te regem o destino, 
Certeza da poeira? Não será 
Teu tempo irreversível o do rio 
Em cujo espelho Heraclito viu símbolo 
Do que é fugaz? Aguarda-te esse mármore 
Que não lerás. Sobre ele já estão escritos 
Uma data, a cidade e o epitáfio. 
Sonhos do tempo são também os outros, 
Nem firme bronze nem oiro fulgente; 
O universo é como tu, Proteu. 
Sombra, irás para a sombra que te espera, 
Fatal, na conclusão dessa jornada; 
Pensa que de algum modo já estás morto. 

 in O Outro, o Mesmo, 1964. 

quarta-feira, maio 02, 2012

Danger Danger



I still think about you. One step from paradise. Rock America.
Everybody wants some. Get in the ring. Walk it like ya' talkin'. I do.
Hold on Maria. Afraid of love. Keep on keepin' on. Beat the bullet.
Naughty naughty. Monkey Business. Under the gun. Feels like love.
Bang bang. One step from paradise. Never give up. Beautiful regret.
Lovin' a girl like you. That's what i'm talkin'. Rocket to your heart. Ms.
Dirty mind. When my heart cries for lovin'. When she's good, she's good.
Tip of my tongue. Time in a bottle. Good time. I don't need you. Gone.
Temptation. Live it up. Slipped her the big one. Crazy nites. Bwbb.
Comin' home. Find your way back home. Hearts on the highway. Jaded.
The girl aint' built to sleep allone. Helicopter. Heartbreak suicide.
Nobody Cares. Goin' goin' gone. Still Kickin'. Fugitive. Captain bring me down.



Danger Danger é uma banda de hard rock com formação que remonta ao ano de 1987 em Queens, New York, Usa. O primeiro trabalho dos Danger Danger (Danger Danger) conquistou álbum de ouro em poucas semanas, graças as canções “Bang Bang” e “Naughty Naughty”. A banda passou por problemas legais, tendo trocado os seus membros, porém retomaram a carreira e iniciaram novos planos.
Danger Danger formou-se em 1987 pelo baixista Bruno Ravel e pelo baterista Steve West. Mike Pont era o vocalista de banda e Al Pitrelli o guitarrista, antes de entrar na banda de Alice Cooper. Antes de adicionarem o teclista Kasey Smith (ex-Get With It) ao grupo, eles fizeram um álbum demo, mas foi um fracasso. Logo depois, recrutaram o vocalista Ted Poley (tocava como baterista na banda Prophet), tendo realizado outro álbum demo que obteve excelentes resultados, ocasionando um acordo com a gravadora Epic Records, começando assim, a ter um sucesso moderado.
Em 1989 Tony "Bruno" Rey (do Saraya) entrou na banda como novo guitarrista, mas foi mediática esta entrada. Com a saída do antigo guitarrista, entrou na banda Andy Timmons, e com isso a banda produziu o seu primeiro album. O álbum trouxe dois hits Naughty Naughty e Bang Bang. A banda em tour abriu shows para bandas que estavam já no seu apogeu, caso dos Kiss, Alice Cooper, Extreme e Warrant.

João Negreiros



redondo como um quase perfeito

trocar tudo por ti
como se te pertencesse
trocava tudo por ti
o que tenho e o que viesse

dava-me sem o pudor da vergonha
roía-me a pele para te tricotar um baile
dava-te tudo       ficava com a peçonha
e o que tenho de bom podias usar num xaile

leva-me os dedos do pianista
e as mãos da construção civil
rouba-me do cabelo a crista
e           já que João           leva-me o til

sem te ver fico bruto e fero
partes levando-me carne sincera
as virtudes sozinho são o que não quero
tenho uma sala só para a tua espera

e se não te vir nunca mais
nunca mais a mim me vejo
sou pequeno e nem chego aos pedais
mas escalo por ti para um beijo

cego orado como monge
dei-te pernas que levaste a correr
braços meus treparam-te o alto que é longe
e esqueci como se ia aí ter

mas fica-me a dor
a dor mantém-me vivo
é que morrer só de amor
não é bem um castigo

e podia terminar redondo
mas o melhor é o que escondo
ainda trago um gole de saliva
e palavras rudes como expectativa

resta o que nunca se espera
sem saber deste-me a paixão
o carinho verte-me da mão
e vale mais que a carne sincera

e é soro que me alimenta os dias
e sou belo belo belo só com o que tu não querias

magnífico como só o enjeitado
perfeito como o que sobrava
o pasto ama mesmo o gado
porque lhe lambe a erva brava